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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Black Lagoon

Saudações do Crítico Nippon!



Povoado em um universo extremamente masculino, é no mínimo curioso que as verdadeiras atrações de Black Lagoon sejam as personagens femininas. E isso pouco tem a ver com a sensualidade das mesmas, afinal, tirando o shortinho de Revy, todas as outras dispensam qualquer característica sensual. Passando pela “freira” Eda; a empregada toda coberta Roberta; a chinesa Shenhua; a colegial Yukio e sua saia até abaixo dos joelhos; a líder Balalaika e sua terrível cicatriz no rosto e seios... É uma galeria digna de comparação com as do filme Sin City. Tirando o protagonista Rock (para fazer a mínima ligação entre o leitor e aquele mundo novo), todos os homens são relegados à segundo plano e servem apenas para aumentar a pilha de cadáveres. Quem rouba a cena e faz com que sintamos que algo está acontecendo são sempre as mulheres. Quão ruim isso pode ser, afinal?

(Este artigo irá comentar apenas os 9 volumes lançados no Brasil até 2012)