Povoado
em um universo extremamente masculino, é no mínimo curioso que as verdadeiras
atrações de Black Lagoon sejam as personagens femininas. E isso pouco tem a ver
com a sensualidade das mesmas, afinal, tirando o shortinho de Revy, todas as
outras dispensam qualquer característica sensual. Passando pela “freira” Eda; a
empregada toda coberta Roberta; a chinesa Shenhua; a colegial Yukio e sua saia
até abaixo dos joelhos; a líder Balalaika e sua terrível cicatriz no rosto e
seios... É uma galeria digna de comparação com as do filme Sin City. Tirando o protagonista Rock (para fazer a mínima ligação
entre o leitor e aquele mundo novo), todos os homens são relegados à segundo
plano e servem apenas para aumentar a pilha de cadáveres. Quem rouba a cena e
faz com que sintamos que algo está acontecendo são sempre as mulheres. Quão
ruim isso pode ser, afinal?
(Este
artigo irá comentar apenas os 9 volumes lançados no Brasil até 2012)
