domingo, 13 de janeiro de 2019

Chihayafuru - Parte 2 (live action)


Saudações do Crítico Nippon!

Chihayafuru vem se consolidando como uma de minhas trilogias favoritas de todos os tempos. E trilogias fenomenais não faltam no Cinema. Espero poder escrever isso com propriedade ao assistir o capítulo final. Até o momento, o talentoso diretor Norihiro Koizumi parece ter compreendido perfeitamente o que funcionava ou não no original, aprimorando ainda mais para a linguagem cinematográfica. E após dedicar toda Parte 1 a conhecermos muito bem a relação entre todos, poderia finalmente cair na mesmice do original de enfiar adversários sem parar. O que não é o caso, estabelecendo novos conflitos internos, sem repetir qualquer fórmula já usada no anterior, é uma continuação direta e progressiva do desenvolvimento de todos.



sábado, 5 de janeiro de 2019

Dragon Ball Super: Broly (2019)


Saudações do Crítico Nippon!

Dragon Ball Super é facilmente o pior arco da franquia Dragon Ball (até pior que o GT, e tenho um texto inteiro sobre isso). É tudo que os haters sempre usaram pra justificar seu ódio contra DB: lutas descerebradas, transformações novas toda hora e uma das piores animações possíveis. Os textos que escrevi sobre a complexidade da saga Freeza (aqui e aqui), ou mesmo de alguns personagens específicos, jamais poderiam ser construídos com o fiapo de conteúdo de Super. Assim, eu não faço a menor ideia do que fui fazer nesta sessão de cinema. Inclusive, eu até já havia comparado Batalha dos Deuses e o Renascimento de Freeza com os filmes antigos que eram muito melhores. Dito tudo isso, este “Broly” ao menos é superior aos últimos dois. Muito superior, aliás. Além de trazer algumas das melhores lutas de todos os filmes da série, de modo geral.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Have a Nice Day (2017)


Saudações do Crítico Nippon!

Primo de alma da fabulosa animação The King of Pigs, que pintava uma Coréia do Sul completamente podre em seus indivíduos, este Have a Nice Day faz exatamente o mesmo com a China contemporânea. Segundo filme do talentoso Liu Jian, é uma obra forte, que traz em suas cores diversos significados que ajudam a contar a história. Claramente inspirado na filmografia dos irmãos Coen, e obras como Pulp Fiction, e tantas outras do gênero, certamente deixaria estes primos distantes orgulhosos.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Chihayafuru - Parte 1 (live action)


Saudações do Crítico Nippon!

Ao escrever sobre o anime de Chihayafuru, salientei que “entendendo inicialmente (e apenas inicialmente) que a força do anime consiste em seus personagens e nas relações entre eles, não nas disputas de um jogo tão monótono”, pelo visto o diretor Norihiro Koizumi entendeu isso perfeitamente. Soando como um filme por si só, não uma adaptação que exigiria conhecimento prévio (algo que 90% dos live action soa), esta Parte 1 traz energia, cores e alegria a um universo que eu pensei que já conhecia, revelando-se uma experiência completamente nova. E no processo, se consolidou como meu live action favorito ao lado de Speed Racer.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Sora yori mo Tooi Basho


Saudações do Crítico Nippon!

Apesar de contar com apenas 13 episódios para narrar uma preparação, viagem de avião, navio e alguns dias na Antártida (sim, tudo isso), este anime sabe aproveitar muito bem cada capítulo. Recrutando as personagens de maneira divertida e irreverente, focando em seu desenvolvimento, estreitando os laços entre todas até o final da viagem, Sora yori mo Tooi Basho é mais um excelente acerto da Madhouse.

(Esse texto só existe graças aos Padrim. Participe também!)




sábado, 29 de setembro de 2018

Bakuman (2015) - live action


Saudações do Crítico Nippon!

Das mentes por trás de Death Note, Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, Bakuman conseguiu a proeza de conquistar tantos fãs quanto. Ao trabalhar de forma metalinguística com os protagonistas tentando criar seu próprio mangá na Shonen Jump, mexia com o imaginário de todos nós que crescemos sem saber exatamente o funcionamento dos bastidores das obras que acompanhamos. Além de funcionar como uma aventura com todas as características shonen da Jump, como é dito na própria obra, envolvendo esforço, amizade e vitória. O diretor Hitoshi Ohne, que antes só havia trabalhado em séries de TV, faz um ótimo trabalho ao trazer energia e dinâmica a uma história fundamentalmente parada (pessoas desenhando).

sábado, 15 de setembro de 2018

O Príncipe Dragão (2018)


Saudações do Crítico Nippon!

Esse ano fez 10 anos que o final de Avatar – O Último Dobrador de Ar foi ao ar na televisão. E coincidência ou não, foi anunciado também uma nova série sobre a avatar Kyoshi. E melhor ainda, um dos co criadores, Aaron Ehasz, juntamente com nomes por trás de Star Wars – Clone Wars e Uncharted, resolveu enfim dar vida a outro universo fantástico a partir do zero. A responsabilidade é monstruosa, visto que Avatar segue encarado como um dos melhores desenhos de todos os tempos. E já haviam falhado com Korra, que foi uma completa atrocidade. Além de ir ao ar pelo Netflix cujos originais tem um saldo muito mais negativo do que positivo. Dito tudo isso, O Príncipe Dragão superou todas as expectativas e é absolutamente formidável.  

(sem spoilers)