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sábado, 17 de dezembro de 2011

Barbara: O Lado Perverso e Doentio da Mente Humana


Falar sobre Tezuka (1928-1989) é sempre uma tarefa complicada. Sua extensa biografia soma mais de 700 mangás produzidos e é um importante indicador da grande produtividade daquele que é carinhosamente chamado de “O deus do mangá”, que modificou a estética do mesmo e a tornou o que vemos hoje em diversas publicações. Para falar com toda a propriedade sobre Tezuka e explorar as diversas nuances do seu legado, seria necessário um longo estudo. Mas isso não se torna empecilho para que possamos propor uma discussão sobre determinado elemento ou obra que figura em seu grande acervo. É com esse intuito, além de apresentar diversos títulos de sua biografia para um público que talvez ainda não tenha tido a chance de conhecer as diversas facetas do “papa do mangá”, que vários blogs se reuniram para prestar essa singela homenagem, que leva o nome de Tezuka Day.

O texto abaixo contém pequenas revelações do enredo do mangá abordado, que são spoilers, mas que particularmente, não considero prejudicial para quem porventura, se interesse em lê-lo, uma vez que procurei omitir os pontos cruciais.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Convocando a Todos para o Tezuka Day



Osamu Tezuka é um nome conhecido por qualquer um que seja fã de cultura japonesa. Mas há muitos que apenas só conhecem por já terem lido comentários a respeito, não chegando a ler nenhuma de suas obras. Acredito que todos assimilam sua importância não apenas para o que conhecemos hoje como mangá, mas também para os animes. Se para alcançarmos o estágio da evolução humana em que estamos hoje, foi preciso que lá atrás houvesse o “australopithecus”, até chegarmos ao atual “Homo Sapiens”, o mesmo pode ser dito no que tange aos quadrinhos japoneses e toda a estética de mangá que o mundo todo aprendeu a admirar. Tezuka não é o inicio, mas foi aquele, que com suas influências e criatividades, redefiniu todo o gênero. Claro que, hoje em dia, muito do seu estilo narrativo e sequencial, se encontra ultrapassado pra linguagem de hoje, mas isso não quer dizer que sejam ruins. Afinal, o que é bom, é atemporal. Porém, a imagem que é formada em nosso subconsciente, é de um Tezuka maistream, do Astro Boy, do Metrópolis, do seu característico traço cartunesco.