Falar sobre Tezuka (1928-1989) é sempre uma tarefa
complicada. Sua extensa biografia soma mais de 700 mangás produzidos e é um
importante indicador da grande produtividade daquele que é carinhosamente
chamado de “O deus do mangá”, que modificou a estética do mesmo e a tornou o
que vemos hoje em diversas publicações. Para falar com toda a propriedade sobre
Tezuka e explorar as diversas nuances do seu legado, seria necessário um longo
estudo. Mas isso não se torna empecilho para que possamos propor uma discussão
sobre determinado elemento ou obra que figura em seu grande acervo. É com esse
intuito, além de apresentar diversos títulos de sua biografia para um público
que talvez ainda não tenha tido a chance de conhecer as diversas facetas do
“papa do mangá”, que vários blogs se reuniram para prestar essa singela
homenagem, que leva o nome de Tezuka Day.
O texto abaixo contém pequenas
revelações do enredo do mangá abordado, que são spoilers, mas que
particularmente, não considero prejudicial para quem porventura, se interesse
em lê-lo, uma vez que procurei omitir os pontos cruciais.