domingo, 24 de julho de 2011

Kami-sama no Memo-chou: NEET Teen Story



Olá vocês! Para encerrar a série de posts de primeiras impressões aqui no blog, a estréia mais pedida para ser comentada aqui, Kamisama no Memo-chou  (Caderno de notas de Deus). O anime estreou logo com um episódio duplo, de quase 50 minutos de duração, algo que me chamou bastante a atenção já que é algo não muito usual em animes. Porem, mesmo tendo me sentido atraída pela premissa, a execussão da trama não me empolgou tanto. Será que três episódios depois eu já vejo a série com outro olhar? Então continue lendo pra descobrir, meu caro.


A premissa

Memo-chou se trata de uma história de investigações, onde uma garotinha é a detetive da história. Mas além de detetive, ela também é NEET, a forma como são chamados as pessoas que não trabalham e nem estudam no Japão. Mas pêra ai! Como é que ela não trabalha se você acabou de dizer que ela é a detetive da história, Roberta? Ah, cara, podemos dizer que investigar os “misteriosos” casos urbanos é seu hobbie, okay!? A história original é uma Light Novel de Sugii Hikaru ilustrado por Kishida Meru e que já se encontra em publicação desde 2007. A série contém o subtítulo "NEET Teen Story" e daí você já pode ter uma noção básica da história. Quer dizer, é uma história teen e não busque nada de tão maduro e profundo. Alice, a nossa pequena detetive é bem inteligente e mesmo sem sair do quarto, sabe tudo que acontece ao redor por meio da tecnologia, aka câmeras instaladas em vários lugares da proximidade, de porte de seu noteebok, Alice consegue desvendar os mais insolucionáveis casos policiais. Mas nem mesmo “Deus” e seu caderno eletrônico são capazes de fazer tudo sozinhos, por isso contam com a ajuda de vários NEET’s e do o estudante Fujishima Narumi, nosso protagonista sem carisma algum, que se junta á história.


Mas e então...?

A formula usada para prender a atenção de quem assiste não é interessante e ao contrário do Luk em suas primeiras impressões lá no Chuva de Nanquim, eu senti o peso dos mais de 45 minutos que o primeiro episódio teve. Posso dizer que eu gostei e não gostei da estréia. Contraditória, eu? Imagina. É que a trama urbana foi algo bem sacado, tirando a Alice e o protagonista Narumi os outros personagens se mostraram bem bacanas e continuo com a mesma impressão três episódios depois, o primeiro caso envolvendo o desaparecimento de uma “enjou kousai” - garotas menores de idade que se encontram com homens mais velhos em troca de dinheiro, em alguns casos são simples encontros, mas na maioria das vezes rola sexo – e outra garota que mantém um vinculo afetivo com ela, que adentra nesse mundo para investigar seu desaparecimento. 


É um tema muito interessante e que numa história com um teor mais adulto ou um feeling mais violento teria ficado excelente. Mas mesmo um caso trabalhado em um episódio de dupla duração, o caso soou chato e puxado demais. O não desenvolvimento do caso fez parecer que ele foi solucionado rápido demais e por mais que tenha achado que os minutos demoraram a passar, quando vi o mistério sendo desvendado eu tomei um susto, principalmente por ter tido uma investigação tão meia boca. Mas a resolução foi bacana, eu gostei e dos 45 e tantos minutos iniciais, só os 10 minutos finais me agradou realmente.


Infelizmente isso não muda no segundo caso, que também ganhou um arco duplo (no caso, os episódios 02 e 03) e que se mostrou menos interessante que o primeiro, com o agravante de também não ter tido um bom desenvolvimento e um final previsível, me senti assistindo Ookami-san to Shichinin no Nakamatachi, também um anime do estúdio J.C. Staff e igualmente baseado numa série de Light Novels. Não seria um problema se a abordagem do anime fosse diferente. Os mistérios são constituídos de truques que tem a missão de enganar o espectador e mesmo os romances detetivescos mais básicos, costumam oferecer um bom quebra cabeça e no caso de Gosick (por exemplo), mesmo não sendo tão engenhosos, te envolviam pela caracterização ao redor. É como no ilusionismo que possui seus três atos; o primeiro que é chamado de “a promessa”, onde é mostrada uma ação aparentemente comum, mas que na verdade não é aquilo que seus olhos estão vendo. O segundo que é chamado de “a virada”, onde um elemento comum é transformado em algo extraordinário. E o terceiro que é o “grande truque”, no qual a mágica se efetiva e a platéia se surpreende com algo impressionante. Esse é o momento do gozo e que você se pergunta; “não poderia imaginar que fosse isso”.


No caso de Memo-chou, todo esse êxtase no clímax é comprometido pelo desenvolvimento e até mesmo na “promessa”, onde o segundo caso já soou tão desinteressante que já não sobrou muita excitação para a revelação do mistério. Problem? Não seria se ao menos a caracterização em volta fosse atraente e os personagens fossem bem utilizados. A primeira impressão deixou uma sensação de que iriam apelar no fanservice, mas ele parece bem atenuado nos episódios seguintes. A presença de uma loli (Alice)incomodam alguns, assim como seu envolvimento nos fanservices, mas ainda que tenha sido desnecessário uma certa cena do primeiro episódio, ela será poupada de grandes exposições. O tom de comédia se faz presente, gostaria que fosse mais natural e menos pastelão. Qualidade técnica é boa e a OST praticamente passa despercebida. A OP tem uma excelente animação e uma música tema bem bacana, Kawaru Mirai de Choucho. A ED também tem uma certa originalidade e tem uma música com uma pegada mais rocker, Colorado Bulldog de MR.


Não tenho nenhuma expectativa para esta série, mas pretendo continuar assistindo, quem sabe não sou surpreendida? E vocês, gostaram do que viram? Acho que sim, então me expliquem o que tanto gostam nesse anime. Quando o assunto são mistérios urbanos teens, ainda fico com Denpa Teki na Kanojo, Tokko (mangá), Teizokurei Daydream, Loups=Garous, entre outros mais ou até menos conhecidos.  Até mais!