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sábado, 13 de julho de 2019

Love Exposure


Saudações do Crítico Nippon!

Responsável por algumas das obras mais ambiciosas do Japão contemporâneo, Sion Sono é responsável pelo formidável Why Don’t You Play in Hell (2013) que contava com um design de produção surpreendente e uma trama exponencialmente imprevisível. Bem como o extraordinário Antiporno (2017), cuja direção de arte e fotografia criavam planos belíssimos e coloridos, usando sua narrativa repleta de metalinguagem para criticar a própria indústria dos “roman porn” japoneses. Porém, o que lhe trouxe mesmo a fama e o fez decolar na indústria foi este Love Exposure (2008). Com 4 horas de duração absolutamente impecáveis, não é exagero considerar este o melhor filme japonês que eu já assisti.


segunda-feira, 29 de abril de 2019

Se Liga no Erro (2019)


Saudações do Crítico Nippon!

Apesar de eu assistir todo tipo de filme oriental dos mais diversos países, nunca prestei atenção em suas séries. Foi quando, por alguma razão que não sei explicar, bati o olho nesta série da Netflix com apenas 5 episódios que acompanha uma equipe de jornalismo. Era curta o bastante para que eu me arriscasse um pouco nesse mundo. E ao término dela, posso dizer que fiquei feliz de ter arriscado. Então será o primeiro seriado live action que eu posto na coluna Crítico Nippon (e o primeiro completo do site, que havia apenas alguns “primeiras impressões”).




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Chihayafuru - Parte 3 (live action)


Saudações do Crítico Nippon!

O que o diretor Norihiro Koizumi fez com esta trilogia deveria ser estudado com cuidado pelos próximos realizadores que se aventurarem a adaptar mangás para o cinema. Modificando parte dos personagens principais (pra melhor), investindo no seu design de produção diferente do original (pra melhor), e criando uma direção fluída ao invés de episódica, cria os melhores live action que eu já assisti. E não por acaso, Speed Racer que costumava ocupar o cargo de melhor, também fez todas essas modificações citadas anteriormente. O que comprova que obras feitas copiadas e coladas, pra fã bater palma em trailer, sem qualquer pensamento crítico do que funcionaria ou não pra mídia cinematográfica, estão fadadas ao fracasso.


domingo, 13 de janeiro de 2019

Chihayafuru - Parte 2 (live action)


Saudações do Crítico Nippon!

Chihayafuru vem se consolidando como uma de minhas trilogias favoritas de todos os tempos. E trilogias fenomenais não faltam no Cinema. Espero poder escrever isso com propriedade ao assistir o capítulo final. Até o momento, o talentoso diretor Norihiro Koizumi parece ter compreendido perfeitamente o que funcionava ou não no original, aprimorando ainda mais para a linguagem cinematográfica. E após dedicar toda Parte 1 a conhecermos muito bem a relação entre todos, poderia finalmente cair na mesmice do original de enfiar adversários sem parar. O que não é o caso, estabelecendo novos conflitos internos, sem repetir qualquer fórmula já usada no anterior, é uma continuação direta e progressiva do desenvolvimento de todos.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Chihayafuru - Parte 1 (live action)


Saudações do Crítico Nippon!

Ao escrever sobre o anime de Chihayafuru, salientei que “entendendo inicialmente (e apenas inicialmente) que a força do anime consiste em seus personagens e nas relações entre eles, não nas disputas de um jogo tão monótono”, pelo visto o diretor Norihiro Koizumi entendeu isso perfeitamente. Soando como um filme por si só, não uma adaptação que exigiria conhecimento prévio (algo que 90% dos live action soa), esta Parte 1 traz energia, cores e alegria a um universo que eu pensei que já conhecia, revelando-se uma experiência completamente nova. E no processo, se consolidou como meu live action favorito ao lado de Speed Racer.

sábado, 29 de setembro de 2018

Bakuman (2015) - live action


Saudações do Crítico Nippon!

Das mentes por trás de Death Note, Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, Bakuman conseguiu a proeza de conquistar tantos fãs quanto. Ao trabalhar de forma metalinguística com os protagonistas tentando criar seu próprio mangá na Shonen Jump, mexia com o imaginário de todos nós que crescemos sem saber exatamente o funcionamento dos bastidores das obras que acompanhamos. Além de funcionar como uma aventura com todas as características shonen da Jump, como é dito na própria obra, envolvendo esforço, amizade e vitória. O diretor Hitoshi Ohne, que antes só havia trabalhado em séries de TV, faz um ótimo trabalho ao trazer energia e dinâmica a uma história fundamentalmente parada (pessoas desenhando).

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Blade of the Immortal (2017) - live action

Saudações do Crítico Nippon!


Com o estrondoso sucesso do live action de Rurouni Kenshin (tanto que gerou uma trilogia sem demora) (escrevi sobre todos), era natural que percebessem o potencial de outras possíveis adaptações (até Fullmetal vem aí). Mas se a saga do Battousai conseguia encontrar um fim satisfatório com a saga do Shishio (e a vantagem de contar com 3 filmes para estabelecer todos os personagens), Blade ficou com a desvantagem absurda de encerrar sua história neste filme. Ou seja, é mais do que natural que o resultado final não foi dos melhores. 


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Death Note - 2017 (Netflix)

Saudações do Crítico Nippon!


Não poderia haver série mais saturada. Está muito pior que os remakes de Homem-Aranha em míseros 10 anos. Após o mangá ter virado anime (e em seguida, versões do diretor), surgiram duas ótimas adaptações cinematográficas japonesas, que seguiam fielmente a história com mudanças raras que até exploravam novas possibilidades interessantes. Em seguida, L Change the World surgiu como um desastre absoluto, tornando o detetive quase um herói de ação. Em 2015, aparece uma mini série pavorosa para TV que eu sequer consegui terminar. Em 2016 surge uma continuação dos longas japoneses, no filme Death Note – Light Up the New World. E agora temos esta versão da Netflix. Talvez o problema não seja a quantidade (embora ajude), mas que cada nova versão consiga a proeza de ser mais ofensiva que a anterior.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Shin Godzilla (2016)

Saudações do Crítico Nippon


Após 12 anos sem uma produção japonesa, sendo a última Godzilla: Final Wars, o leviatã nuclear ganha praticamente um remake pelas mãos de Hideaki Anno (Evangelion) e Shinji Higushi (Shingeki no Kyojin). Já acostumados com seus kaijus particulares, os diretores criam um filme que desperta nostalgia por acompanharmos a descoberta do monstro “pela primeira vez”, e encantamento diante da nova visão contemporânea que deram. Assim, criam um longa dinâmico e envolvente que resulta na melhor versão de Godzilla até hoje.