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sábado, 5 de outubro de 2019

Demon Slayer (2019)


Saudações do Crítico Nippon!

Creio que irei sempre dar uma chance ao shonen da vez, mas pelo visto eu estou ficando velho. Ou não, vai ver as obras não estão fazendo muita força. Demon Slayer tem um início absolutamente promissor e dinâmico, ainda que siga uma fórmula básica, acho que é impossível de não ser fisgado pela sua agilidade. Inclusive, não lembro de jamais ter visto um treinamento de dois anos em literalmente um episódio, como ocorre com seu protagonista. Infelizmente, essa agradável surpresa e rapidez não se mantém sequer até a metade do anime, que desce a ladeira sem jamais se recuperar.


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mayoiga (The Lost Village) - 2016

Saudações do Crítico Nippon!


Em uma noite chuvosa e sombria, somos apresentados a um grupo em um ônibus, em que todos buscam encontrar o Vilarejo Nanaki. Um lugar que supostamente ninguém sabe onde fica (?!?!) e todos buscam uma vida nova lá. Contando com uma montanha de personagens que, a princípio, pode assustar alguns espectadores, o anime abraça seu ar de Expresso do Oriente, Lost e Senhor das Moscas. E alguns pontos dão muito certo. E outros muito errados.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ghost Hound

Saudações do Crítico Nippon!


Contando com o diretor e o escritor do célebre Serial Experiments Lain, esse anime segue justamente aquela linha narrativa quase sensorial. Repleto de sons incômodos, silêncios desconfortantes e imagens que muitas vezes soam jogadas ao acaso, Ghost Hound cria um clima de tensão contínuo e, muitas vezes, sublime. Trata-se de uma história um pouquinho mais clara que seu antecessor, ou mesmo que Boogiepop Phantom, pelo menos na primeira metade. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Seoul Station (2016)

Saudações do Crítico Nippon!


Lançado no primeiro semestre desse ano, Train to Busan conseguia trazer um ar novo aos filmes de zumbi. Com o interessante conceito de limitar o local da ação ao trem, o diretor Yeon Sang-ho (do ótimo The King of Pigs) cria um quase Snowpiercer com mortos-vivos. Isso o obrigava a explorar estratégias sempre interessantes e desenvolver uma relação mais próxima entre seus personagens. O que nos traz a este Seoul Station (o cara gosta de trens, viu), lançado logo em seguida, pré-continuação daquela história. E se sai maravilhosamente bem no processo, sem precisar de um para entender o outro.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Koutetsujou no Kabaneri

Saudações do Crítico Nippon!


Shingeki no Kyojin foi um anime razoável para uma obra medíocre. Seus méritos são todos do estúdio que o adaptou, não de seu autor. Animação, cores, trilha sonora. Já o roteiro, desenvolvimento e o traço do mangá original são absolutamente abomináveis. E foi na sombra deste sucesso estrondoso que o Wit Studio, responsável pelos titãs, deu vida a este Koutetsujou no Kabaneri, ou Kabaneri of the Iron Fortress. E quem leu meus dois textos sobre SnK (aqui e aqui), deve estar se perguntando como eu sequer dei uma chance para essa nova proposta (eu me pergunto até hoje). Só posso respirar aliviado por ter dado e me surpreendido positivamente com todos os aspectos da obra. Tudo que não funcionava em Shingeki, funciona em Kabaneri. E nem adianta reclamar de comparações: mesmo estúdio, mesma equipe técnica (diretor, compositor), mesma premissa, personagens com papéis totalmente equivalentes da Tropa de Exploração. Em suma, impossível analisar um quase remake sem comentar aspectos do seu original.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Série Junji Ito: Mimi no Kaidan e os contos sobrenaturais



Mimi no Kaidan não é a melhor obra do mestre Junji Ito, mas é um excelente cartão de visitas para aqueles que nunca leram nada do autor ou para aqueles que preferem um horror mais leve e sem muita pressão. Apesar de ser considerado um mangá fraco para os padrões Junji Ito, as histórias são bem gostosas e não por acaso, ao ler cada conto você tem a sensação de estar ouvindo uma daquelas histórias assombrosas, numa roda de amigos. Não por acaso, porque Mimi no Kaidan é mais uma compilação de vários contos e dessa vez, a história nasceu entre uma colaboração entre Junji Ito e o pesquisador de ocultismo Ichiro Nakayama e Hirokatsu Kihara, adaptando algumas histórias do livro deles, Shin Mimibukuro, uma coletânea de histórias fantasmagóricas que ganhou adaptação até para o cinema – e o fato de ser considerado abaixo da média, vem do fato de não ser uma obra original de Ito.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Deadman Wonderland #01: Primeiras impressões


Deadman Wonderland era um dos animes mais aguardados por muitos e particularmente por mim que ansiava para ver como ficaria a adaptação pra anime de um mangá com alto potencial como este. Já de inicio houveram muitas mudanças, posso dizer que talvez tenham sido inevitáveis devido a catástrofe que abalou o Japão recentemente. Houve uma mudança na premissa da história, que até momento não houve quaisquer menção ao terremoto que acontece no mangá. Dificilmente vão tocar nesse assunto, mas seria interessante já que é um fato importante, afinal eles não precisam animar as cenas, apenas um comentário referente ao acontecimento para mim já seria de bom tamanho. E a alta suavização na violência gráfica na sala de aula de forma exponencial, mas isso já era esperado e ao meu ver, as cenas iniciais foram bem feitas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Comentários: Supernatural the Animation (seis primeiros episódios)


Manual de instruções, de como assistir Supernatural the Animation: 1)Assista de madrugada 2) APAGUE AS LUZES, 3) Coloque seu Heardphone 4) mantenha os aperitivos ao alcance das mãos 5) Dê play e respire fundo. Prontos pra embarcarem de volta para os 90/2000 onde assistir filmes de terror nas tardes do Sbt e Band eram diversão garantida? Então...let's go!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mangá de terror Gyo, vai virar anime!


Aeeeh! Comemorem! Eu como fã incondicional de Junji Itou, não poderia deixar de comentar esta notícia, que ontem foi divulgada por diversos sítes especializados. Depois de Level-E, um antigo mangá de Togashi que ganhou anime recentemente, o Estúdio Ufotable está adaptando o - igualmente antigo - mangá de terror Gyo para anime. Será em OVA, mas ainda não se sabe se serão mais de um ou não.

Gyo é um mangá de terror muito bizarro, feito por um dos grandes quadrinistas de terror, Junji Itou. O mangá na época rendeu apenas 2 volumes, pela revista Big Comic Spirts (da editora Shogakukan)  no período de 2001/2002. A trama do mangá é bem simples; retrata todo o caos vivenciado numa cidade, quando a terra começa a ser invadida por peixes de todos os tamanhos (pode incluir ai na lista, tubarões). O horror causado é equivalente ao que já vimos em séries de zumbis. Mas o melhor de tudo, é que esses peixes desenvolvem pernas (ou patas @.@) e exalam mal cheiro (para o horror da Kaori).

É uma história nada aterrorizante, mas eu a acho muito divertida e toda a comoção que essa desgraça toda causa nas pessoas, foi brilhantemente retrada por Junji. Também gosto bastante dos protagonistas, Kaori e Tadashi. É sem dúvidas uma ótima notícia, Ufotable fez um excelente trabalho em Kara no Kyokai, mas desandou na produção de Seijin Naoko-san. Não foram divulgadas as datas, mas se espera que seja ainda esse ano. Sei que muitos prefeririam a adaptação de Uzumaki ou até mesmo Tomie, mas Gyo tem todos os elementos pra ser um ótimo OVA. Agora, seria se o mangá fosse lançado por aqui, pra fazer companhia a Uzumaki.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Shiki - o melhor de 2010

Saudações!

(Caros leitores, feliz 2011! Só uma palavrinha antes de começar: sempre tenho alguns assuntos planejados com antecedência, para não empacar sem idéias, – embora, creio eu, eventualmente acontecerá - mas saibam que podem usar os comentários para darem sugestões de tópicos que querem ver discutidos no futuro. Seria bacana ouvir algumas ideias e todos sairiam ganhando.)
         
Os animes lançados em 2010 que mais me chamaram atenção foram: OVAs de Darker Than Black - The Black Contractor e Shiki. Claro que não consegui assistir a tudo lançado ao longo do ano, mas o fato é que Shiki não só é um dos melhores do ano passado, como um dos melhores de terror e, sem dúvidas, um dos melhores animes de modo geral. Ao contrário de, por exemplo, Shinrei Tantei Yakumo, lançado no mesmo ano, prometendo ser de terror/suspense, o fato é que sua animação é pobre, a trama capenga, e uma galeria extremamente pequena e desinteressante de personagens. Se compararmos com outros lançados em anos anteriores, como os OVAs de Hellsing, que tem uma boa carnificina (saída diretamente do mangá), mas a história, de maneira alguma, é tão tensa e imprevisível como a de Shiki. E não vou nem comentar o famoso “terror” Jigoku Shoujo, que considero pavoroso (no pior sentido da palavra). 
Shiki é diferente, é um anime completo: contando com uma galeria de personagens memoráveis, uma trama instigante, reviravoltas, trilha sonora evocativa, e como não podia deixar de ser, muito sangue.