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sábado, 14 de maio de 2016

Katte ni Kaizou (2011) – De Onde Vem o Desespero

Katte ni Kaizou é originalmente uma série de mangá publicada entre 2004 e 2006 com um total de 26 volumes fechados. Katte (かって) é uma palavra muito especifica na língua japonesa, que significa realizar ações arbitrariamente por sua própria conta sem levar em consideração as demais pessoas – já Kaizou, por sua vez, é uma referência ao protagonista da história, que tem ações inusitadas em todo tipo de situação sem levar em consideração qualquer pessoa ao redor. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

The King of Pigs (2011)

Saudações!

A Coréia do Sul é o lar dos meus filmes favoritos. E basta ver as ambiciosas produções de nomes como Chang-wook Park, Joonho Bong, Kim Jee-Woon, Hong-jin Na, Hong Sang-soo, para se apaixonar completamente. Dito isso, jamais havia visto uma animação desse amado país cinematográfico. E pelo que vi neste The King of Pigs, do estreante Sang ho Yeon, posso esperar trabalhos igualmente espetaculares em 2D. E que imagem devastadora esse longa metragem faz, com denúncias gritantes ao bullying cada vez maior no país, castigos corporais nas escolas, e classes sociais pobres sem perspectivas de ascensão. É difícil ver uma faceta tão podre de um país que produz obras que admiro tanto.

(sem spoilers)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Silver Spoon (2011) - Escolhas & Expectativas


Vamos falar de uma série que ganhou um anime nesta temporada (Summer 2013*) para o bloco noitaminA, tendo tido uma boa estréia (mas não tem o mesmo timing cômico que no mangá). Mas dessa vez vou me ater ao mangá, por entender que cada mídia representa a visão de um autor.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

domingo, 3 de março de 2013

Tatsumi - o escolhido de Cingapura ao Oscar 2012

Saudações do Crítico Nippon!


Este documentário e biografia do mangaká Yoshihiro Tatsumi foi o escolhido para representar o seu país no Oscar desse ano. E não que o Oscar seja sinônimo de qualidade, porque nunca foi e nunca será (com nada menos do que milhares de votantes – em sua maioria homens velhos -, festas para promoverem os artistas e puxarem saco, e legítimas campanhas virais para conseguirem popularidade e vitória, não passa da mesma politicagem que aquelas para os políticos em si), mas é inegável que seja a mais famosa e acompanhada (mais que o Globo de Ouro – um evento que é uma piada para os envolvidos no Oscar de tão irrelevante – e até mesmo que o aclamado Festival de Cannes) e, portanto, por uma questão popular, é sempre bom arrumar um motivo para falar sobre. Eis que uma obra sobre um nome importante do nosso universo nippon é colocada no meio, e o Elfen Lied Brasil não poderia deixar passar.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Hoshi wo Ou Kodomo - Makoto Shinkai

Saudações do Crítico Nippon!


Se em meu texto de “5 Centímetros porSegundo” disse que o simples fato da excelência das cores de Makoto Shinkai era digno de se ver todos os seus filmes feitos até então, percebo que era literalmente só “até então”. Até aquele momento eram filmes curtos e com uma alma pura e leve, remetendo ao tema sempre recorrente como a “saudades” e a “distância”. Mesmo transportando os protagonistas para um futuro distante como em “Voices of a Distant Star” e “The place promised in our early days”, eram tudo metáforas para expressar suas clássicas ideias e sentimentos. Agora temos um longo filme de 2 horas – praticamente o dobro dos anteriores - que deixa para trás suas raízes, rejuvenescendo ainda mais sua protagonista daquela dos seus filmes anteriores. Desta forma, Hoshi wo Ou Kodomo (ou Children who Chase Lost Voices from Deep Below) aposta em uma homenagem e/ou cópia mau feita do estúdio Ghibli e Hayo Miyazaki. Não há mais a alma de Makoto que víamos em todos os seus trabalhos anteriores. Passamos o tempo todo em uma obra sem energia que nunca chegará aos pés daquelas do gigante que parece tanto tentar imitar.

sábado, 12 de maio de 2012

UN-GO episode: 0 Inga-ron ~ O Que É Verdade E O Que É Mentira?


Séries detetivescas são um dos gêneros mais populares no Japão, que mantém uma tradição longíssima de histórias “tantei shosetsu” (detective fiction/ficção policial), que acabou sendo elemento intrínseco na literatura japonesa por volta de 1900 devido a influências ocidentais. Após a Segunda Guerra Mundial, devido à reforma ortográfica [Toyo Kanji] o gênero acabou ganhando a alcunha de “ficção de raciocínio dedutivo” que na tradução do kanji “raciocínio dedutivo (推理)”, acabou sendo erroneamente definido como mistério. Erroneamente, porque mistérios não precisam ser algo necessariamente lógico, podendo ser sobrenatural ou fantasioso. Devido à tensão social antes da Segunda Guerra Mundial, escritos começaram a incluir vários elementos [alguns bizarros e eróticos], assim como também ficou bem comum apresentar conjuntos de histórias de crimes verdadeiros, mascarados pela ficção.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Chihayafuru

Saudações do Crítico Nippon!

Lançado em 2011, o anime foi adaptado do mangá escrito e desenhado por Yuki Suetsugu. Desde os primeiros episódios, Chihayafuru se mostrou cativante e envolvente, tornando-se uma ótima promessa do ano passado. Inicialmente contando a história de três crianças (Chihaya, Taichi e Arata) que, em função de um jogo de karutas (cartas) acabam criando afinidades e ficam fanáticas pelas disputas. O jogo funciona basicamente como um da memória, em que as cartas espalhadas no chão contem poemas escritos. Os competidores precisam memorizar as cartas para que, quando lidas por um terceiro em voz alta, o jogador tente pegar a carta lida primeiro que o oponente. E diferente de outros animes famosos de cartas como Yugi-oh!, que contava com hologramas e monstros que mostravam a batalha destes, a maior virtude de Chihayafuru é nos fazer tensos e torcedores sem absolutamente nada disso. Infelizmente o anime termina de forma abrupta devido à baixa audiência e, consequentemente, deixa diversas coisas pendentes que comprometem a obra como um todo.


quinta-feira, 22 de março de 2012

A Força Visual de Ultimate Survivor Kaiji!



Há mangakás que se utilizam de fatos ocorridos em suas vidas, para compor suas obras. No caso de Hideaki Anno, o melhor momento de Neon Genesis Evangelion, veio com sua crise pessoal. Em Kaiji, certamente a vida difícil de Fukumoto Nobuyuki, autor do mangá, influenciou não somente os rumos dessa história, mas como todas as outras que levam seu nome. Normalmente seus personagens principais são solitários, apanham bastante da vida, mas continuam resistindo. Há de se destacar que são sempre centrados em torno do lado psicológico, jogos e probabilidades matemáticas, que são humanamente possíveis pra qualquer um. Ao menos, na prática. E embora um dos pontos mais fortes dos mangás, seja essa narrativa cinematográfica, poucos autores conseguem se aproveitar disso tão bem, usando todos os recursos disponíveis, como FKM (Fukumoto) o faz.

domingo, 4 de março de 2012

The Epic Of ZektBach: Um Épico Frustrado & Esquecido



The Epic Of ZektBach ou A Epopéia de ZektBach é um desconhecido OVA lançado em meados de de março de 2011 pelo estúdio AIC e com repercussão quase nula. Esse é mais um daqueles projetos multimídia, que usam a animação ou a banda desenhada dos mangás para promoção de um produto. Já vimos isso com Junko Mizuno e eu mangá, Pure Trance, feito com base numa coletânea de CD’s de Techno, com o mesmo nome. É o mesmo caso aqui, onde o projeto foi comercializado juntamente com o segundo álbum musical do compositor Tomosuke Funaki. Ele é conhecido por compor músicas para vídeo games e seu estilo musical ganhou um nome próprio; "Zektbach" – Música clássica influenciada por peças e conceitos que formam o mundo de fantasia, geralmente com coros e instrumentação clássica. E é por esse motivo, que a A Epopéia de ZektBach é embalada por uma trilha sonora tão envolvente, afinal, são 30 minutos de propaganda.

domingo, 29 de janeiro de 2012

[+18] Euphoria: E As Garotas Que Assistem Hentais



Atenção turminha do Elfen Lied Brasil, hoje a tia Carol vai conversar mais intimamente com vocês. Nada de atirar bolinhas de papeis enquanto eu falo, okay? Há muito tempo atrás eu fiz um post com o nome “Nana to Kaoru: E garotas que adoramcomédias eróticas” um título calculadamente planejado pra ser chamativo, mas lendo o texto, nota-se que a abordagem é outra, apesar do “garotas que adoram comédias eróticas”, estar bem representado por mim. Então, surgiu a ideia de reutilizar o titulo, aproveitando a deixa de um anime que assisti recentemente; Euphoria. Sim, um hentai. E como não há muito o que se comentar a respeito (rs), é uma ótima oportunidade pra fazer uma abordagem ampla da situação.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

UN-GO: Crítica à um Japão Pós-Guerra


Un-Go foi um anime que estreou na Temporada de Outono (Autumn 2011), pelo estúdio BONES que vinha de produções como Number Six e GOSICK, e aterrissava no tradicional bloco Noitamina, em um momento em que se discutia a descaracterização do mesmo, com a vinculação de animes como Guilty Crown e a anunciada produção de Black Rock Shooter. E Un-Go é o tipo de anime, que acabou marcando a “cara” do Noitamina, por mais que este já tenha investido em animes de diversas propostas, o que ficou foi a imagem de bloco que produz animes para poucos. Un-Go é um desses animes que fica bastante restrito a uma pequena parcela do público pela sua narrativa e um character designer com rostos angulares e pontudos, sendo o tipo de arte que se vê facilmente em mangás joseis.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Toda a Pretensiosidade de Mawaru Penguindrum



IMAAAAAGIIINE! Eu não sou a Princesa do Cristal, mas hoje vamos falar de um anime que é FABULOUS MAX!!! Pseudo-cult? Elitista? Masturbação visual? É bom demais pra ser um anime? Profundo? Hoje é dia de Mawaru Penguindrum aqui no ELBR e de cumprir a promessa que eu fiz pra vocês, de comentar esse anime assim que ele acabasse. O quê, você ainda está procurando as respostas de qual a importância dos pinguins e o que eram aquelas maçãs? Okay, eu darei meu ponto de vista aqui, então já sabem: SPOILERS GRÁTIS! Como é um anime que se sustenta bastante no suspense do misterioso e inusitado enredo, recomendo que caso tenha interesse em assisti-lo, voltar aqui depois. E se está na dúvida [MINHAS PRIMEIRASIMPRESSÕES], indico dois excelentes posts que fazem um apanhado geral do mesmo [Mawaru Penguindrum – no Nahel Argama] & [Mawaru Penguindrum ébom demais para ser anime – no Subete Animes].

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CLAMP x Production IG: A formula mágica de BLOOD-C



BLOOD-C é permeado pelo clima de mistério, tipicamente CLAMP, reforça os clichês típicos não somente do gênero, mas também das histórias assinada pelas velhocas (!!!). Em meio a uma história morna, os pontos fortes da franquia “Blood” ficaram – além da enorme quantidade de sangue em cena - por conta dos excelentes aspectos técnicos, com uma qualidade de animação acima da média, excelente trilha sonora e ótimas lutas, como esperado de um estúdio como o I.G. Production. E isso leva alguns a questionar, porque raios foram chamar aquelas velhas safadas do CLAMP? Claro que o aspecto comercial e artístico pesam bastante e “Blood” sendo a menina dos olhos do estúdio Production I.G., nada mais natural que houvesse uma grande jogada de marketing, onde até o título do nome da série é proposital, porque BLOOD-CLAMP soa muito bem. Além é claro, o CLAMP não é bom apenas comercialmente, mas também criam ótimos conceitos e como dito pelo diretor do anime em uma entrevista, podemos ver dessa forma.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Kamisama Dolls: Bonecos & Fanta Uva



E chegou ao fim ontem, Kamisama Dolls, um anime com “bonecos” que são controlados pela mente humana. Mas será que alguém percebeu que o anime existe e chegou ao final? Fato é que Kamisama Dolls nunca foi um anime muito badalado, aliás, nem mesmo o mangá de autoria de Yamamura Hajime, é. A história não é incrível e de longe a excelente trilha sonora é a que mais se destaca, Chiaki Ishikawa imperou completamente nesse aspecto. O segredo de Kamisama Dolls está em sua simpatia e na forma como o enredo é conduzido, partindo de uma premissa simples, com toques de ação/lutas, romance, comédia, humor e drama.